sábado, 19 de dezembro de 2009

NOTA DE SOLIDARIEDADE AO MINISTRO CARLOS MINC

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Desde que tomou posse no Ministério do Meio Ambiente o Ministro Minc vem sofrendo sistematicamente ataques pessoais a sua honra, constrangimento ilegal, violência verbal, tentativas de desqualificação para o exercício do cargo, intolerância e o que é pior, grande maioria dessas agressões, são feitas por seus pares de governo, ou seja, por outros Ministros do Governo Lula, sendo seus maiores algozes os Ministros Alfredo Nascimento, dos transportes e Reinaldo stefanes da Agricultura.

Da mesma forma os novos Coronéis do agronegócio, capitaneados pelos Governadores do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, juntos com Madeireiros, pecuaristas e grileiros, capitaneados pelo Governador do Amazonas, bem como os velhos Coronéis do latifúndio agrários liderados pelo Senador Tasso Jereissati, conspiram contra o Ministro proferindo insultos e ameaças tácitas, todos com o intuito de manter sobre a sua tutela a política ambiental do Brasil, para continuarem a cometer as barbáries contra o ecossistema do País e em especial o Amazônico.

Como se não bastasse o Presidente Lula através de sua Ministra da Casa Civil e Candidata em campanha Dilma Rousseff, submete a pessoa do Ministro a um constrangimento Publico em rede Internacional, não permitindo que o mesmo falasse em um dos Painéis da Conferencia do Clima – COP 15, realizada em Copenhague na Dinamarca.

Com a declaração da Ministra Dilma de que: “O Meio Ambiente atrapalha qualquer tipo de desenvolvimento de qualquer Nação!...” O Governo do Presidente Lula Mostra sua cara perversa e dissimulada quanto à problemática ambiental em toda sua dimensão, isso é muito mais pernicioso que o caldearão onde o Presidente cozinha o seu próprio Ministro, cuja maior vitima é toda a humanidade independente raça, sexo ou condição social, pois todos nós, não podemos nos desviar dos gases jogados na atmosfera!

Diante de todos os ataques covardes acima mencionados, desferidos pelos lideres das barbarias praticadas contra o povo também já mencionado, condenamos a falta de solidariedade do Partido do Ministro o PT, que em momento algum foi capaz de emitir quaisquer posições a respeito dos fatos e condenamos ainda, a truculência da Ministra Dilma naquele e em outros atos, bem como repugnamos o comportamento sórdido do Presidente Lula por determinar que a sua candidata em nome de seu governo, venha constranger todo o povo de nossa terra, dando declarações contraria a vontade da Nação Brasileira.

Assim sendo, por razões humanitárias e por entendermos que toda truculência e intolerância colocam em risco a democracia. Apresentamos votos de solidariedade a pessoa do cidadão Carlos Minc, ao tempo que repudiamos o comportamento dissimulado do Governo Lula e as concessões feitas pela sua política ambiental aos depredadores do Ecossistema representados pela oligarquia que o apóia tendo a frente Sarney e sua tropa, cujo a maior vitima é o Brasil e especialmente a Amazônia.

Elson de Melo
Sindicalista e Presidente do PSOL/Manaus
E-mail:
elsonpmelo@gmail,com
Blog: luctasocial.blogspot.com
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Marina Silva critica participação de Dilma na COP-15

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A senadora e pré-candidata do PV à Presidência da República Marina Silva (AC) classificou hoje de contraditória a participação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, potencial candidata do PT às eleições presidenciais de 2010, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague. A senadora referiu-se ao fato de o Brasil não ter se comprometido com o aporte de recursos para o fundo global de combate às mudanças climáticas e com a declaração de Dilma, chefe da delegação brasileira neste fórum, de que a contribuição de US$ 1 bilhão que o Brasil poderia dar não fazia "nem cosquinha". Para Marina, independentemente do valor, a iniciativa brasileira serviria como exemplo ético para os países desenvolvidos reunidos na Conferência do clima. E lamentou: "Nunca vi uma situação tão desamparadora, os homens mais poderosos do planeta sem uma solução." A senadora fez, ainda, questão de lembrar: "Um País (Brasil) que empresta US$ 10 bilhões ao FMI e o BNDES que empresta R$ 3 bilhões para a pecuária insustentável (frigoríficos) tem condições sim de emprestar recursos para um fundo global de combate às mudanças climáticas." A proposta de destinar US$ 1 bilhão para este fundo global foi defendida por Marina e pelo governador José Serra (PSDB-SP), virtual candidato do PSDB à sucessão de Lula no ano que vem e que também participou das discussões da COP-15. Ao ser indagada se a participação dos presidenciáveis do PV, PT e PSDB neste fórum poderia fortalecer alguma dessas candidaturas, Marina alfinetou: "Ninguém fica fortalecido com o resultado pífio de Copenhague, era melhor ganhar no atacado e não no varejo." Apesar das críticas, Marina considerou positiva a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste fórum.
Fonte: blogdafloresta.com.br
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

AQUECIMENTO GLOBAL

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BOICOTE A PRODUTOS MADE IN ESTADOS UNIDOS E CHINA
A humanidade não pode ficar inerte aos descasos dos países que poluem o mundo provocando o aquecimento global. Se o Estados Unidos e China principais emissores do gás carbônico na atmosfera sobre o pretexto de não comprometer sua produtividade se recusarem a fixar metas para eliminar seus agentes poluidores. A humanidade não pode aceitar tal argumento ou qualquer outro, deve reagir boicotando os produtos produzidos nesses paises. Vale lembrar que eles nos ensinam, que é assim que se combate praticas delituosas internacionais.

Essa medida tem como propósito à autodefesa da raça humana, com a constatação de que o aquecimento global compromete a vida na terra, não podemos aceitar passivamente a prática do genocídio mundial dessas duas potencias e outros que os acompanham. Somente os humanos podem evitar sua própria extinção, os demais seres vivos do planeta, esperam de nós humanos, uma atitude responsável capaz de impedir a usura do capital capitaneada por essas duas potencias.

É preciso que a comunidade internacional representada pela sociedade civil tenha lucidez de colocar um freio a essa atitude criminosa, que os governos desses países praticam contra vida e a democracia mundial. Antes que a humanidade comece agonizar no planeta terra por falta de ar puro, com inundações catastróficas e calor descontrolado, precisamos conter a ganância desses países, cujo melhor caminho é o consumo consciente, ou seja, não comprar produtos made in EUA e CHINA ou dos seus agregados.

Nós da Amazônia temos o compromisso de manter nossa floresta preservada, porém, a humanidade do globo terrestre precisa tomar consciência que só isso não basta, como à maioria dos governos dos países desenvolvidos emergentes ou em desenvolvimento são dependentes e submissos aos caprichos dos EUA, dentre eles está o nosso Brasil, não podemos esperar deles medidas que possa desagradar ao Império Americano. Então pergunto a todos os humanos que habitam no planeta terra, a quem podemos recorrer?

Ainda não inventaram a corte que julgue esse tipo de crime, melhor dizendo, ainda não foram capazes de considerar a emissão de agente poluidor na atmosfera crime Ambiental ou de qualquer outra natureza! Então, cabe a sociedade civil buscar alternativas práticas de combate a esse tipo de delito, e no entender desse humilde terráqueo, somente o consumo responsável será a medida mais eficaz, uma vez agindo assim, as industrias poluidoras desses países serão obrigadas a proteger suas marcas, colocando no mercado somente produtos de origem ecologicamente correto.

Assim conclamo a sociedade civil e toda a raça humana a começarmos de imediato uma ampla campanha de Boicote a Produtos cuja marca esteja vinculada a paises e empresas que se recusam a adotar programas de eliminação dos agentes poluidores que afetam a camada de ozônio e provocam o aquecimento global. É hora de dar um basta na insensibilidade, no descaso e no crime praticado por esses países fieis ao Império Americano, que promovem o genocídio da raça humana.

Elson de Melo
Sindicalista
E-mail:
elsonpmelo@gmail.com
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

OPERÁRIAS DE LUTA

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O Distrito Industrial de Manaus tem sua mão de obra composta majoritariamente por mulheres, no setor eletro-eletrônico o percentual é aproximadamente de 70% feminina, o potencial das mulheres nas linhas de produção faz a diferença na produtividade das empresas, no entanto, sofrem muitas limitações quanto o progresso profissional, são poucas as que ocupam função de chefia, pois a predominância ainda é dos homens tanto nas linhas de produção como nos cargos de gerencia e diretoria.

Com a hegemonia masculina dirigindo as empresas e as mulheres só produzindo, elas passam a ser vitimas de todo tipo de abuso que vai, do assedio moral ao assedio sexual, são muitos os casos de propostas indecorosas por parte dos chefes como condição para ascenderem profissionalmente no chão de fabrica, a negativa dessas propostas significa sua condenação à jamais serem promovidas, por necessidade de aumentar seu salário, por medo de serem demitidas, não denunciam essas agressões e algumas companheiras se submetem a essa cruel e covarde violência.

Desde a época das Pastorais Operária e da Juventude, posteriormente com a articulação da Oposição Sindical Metalúrgica Puxirum, as valorosas companheiras: Cleide Mota primeira Presidente do Diretório Municipal do PT e funcionaria da Sharp, Celi Aquino que já fazia parte da Diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos e era funcionaria da Springer, Rosenilda, Antonia Priante, Francisca e Rosilda todas funcionarias da Philips, Ana e Izabel Alegria da Gradiente, Flavia Carneiro Coordenadora do Comitê da Mulher Trabalhadora, Fátima da Pastoral Operária e nossa Atriz Socorro Papola formavam um time de muita consciência e luta.

Com a vitória da chapa Puxirum para o Sindicato, a maioria dessas companheiras passaram a fazer parte da Diretoria, com as greves de 1985 que tem inicio com a paralisação Sanyo no primeiro semestre e a geral de agosto, muitas novas companheira organizaram e lideraram a greve nas empresas que trabalhavam configurando um novo time formado pelas guerreiras: Rosilene Martins, Luzarina Varela, Rose Batista, Gilza Batista da Evadim, Emilia Santana da Filipes, Izabel Guimarães, Marilena da CCE e tantas outras que dirigiram a greve.

Na greve de 1986 muitas outras mulheres também se destacaram, da mesma forma as greves de 1989 e 1990, 1991, as mulheres sempre se destacaram, porém quero fazer um comentário sobre uma líder nata que o movimento sindical e político do Amazonas não soube potencializar, falo da companheira Rosilene Martins, que além de liderar a geral de agosto de 1985 na Evadim, não aceitou a demissão de alguns companheiras(os) da empresa por razão da greve, não titubeou e parou a fabrica em solidariedade aos demitidos onde permaneceram acampados em frente a fabrica por longo período, classifico essa companheira como a maior liderança Operaria Feminina que testemunhei em ação, uma mulher jovem, linda de corpo, alma e coração, a última vez que o encontrei já faz tempo, comentou-me sobre a sua nova atividade no Bairro do Santo Agostinho onde é proprietária de uma loja de roupas. Se o Movimento Sindical e Partidário tivesse valorizado seu potencial não tenho dúvida que ela seria hoje a nossa Governadora!

Lamento profundamente que o Movimento Sindical ainda tenha a predominância masculina, principalmente num parque industrial onde a maioria dos trabalhadores é do sexo feminino, acaso? Não! São muitos os fatores que contribuem para essa condição, como afirmei acima, no movimento Operário composto por Sindicatos e Partidos Políticos da Esquerda, também a prática não é muito diferente, quando a mulher começa a se destacar, lideranças masculinas incomodadas não tem nenhum escrúpulos de usar do mesmo expediente que a chefia das empresas usam para neutralizar o avanço daquelas companheiras do cenário político sindical ou partidário!

Essas abordagens se dão sorrateiramente, começa com a proposta de namoro, geralmente feita por alguém de confiança da liderança ou de um grupo (tendência) ou até do partido interessado, não são poucas as cooptações feitas dessa forma, quando conseguem o feito, tratam logo de anular, limitando seu raio de ação, atacam pelo que a mulher tem de mais lindo que e a sua sensibilidade feminina, a pureza de alma e até a ingenuidade sobre esses interesses, induzem a assumirem tarefas secundaria no movimento e assim, deixam o caminho livre para que permaneça a hegemonia masculina nos setores de Direção da vida política e sindical.

Se toarmos como parâmetros os organismos de comunicação dos Sindicatos, podemos concluir que o espaço feminino praticamente não existe, os jornais operários quando noticiam abordam a questão da mulher, não só é tímida como a própria linguagem é estranho ao universo feminino, na estrutura organizacional e política das entidades sindicais quando prevê instrumentos especifico de ação voltada para a questão da mulher, geralmente não é tratado como prioridade, falta orçamento e estrutura, fato que na pratica inviabiliza a atuação da pasta.

Nas Convenções Coletivas de Trabalho, a grande maioria dos Sindicatos optou pela flexibilização da obrigatoriedade de as empresas terem ou manterem vagas em Creches com berçários e disponibilidade de tempo para o aleitamento dos filhos, acordam ou convencionam, um misero auxilio Creche que não garante a devida atenção que a criança precisa para compensar o carinho e afeto que só a mãe pode oferecer a criança. O auxilio creche representa um valor insuficiente para contratar vaga em creche ou pagar um babá para cuidar dos filhos das Operarias fato que reflete na formação do caráter dos próximos cidadãos.

As denuncias de assédio moral ou sexual são muito pouco estimulados pelos sindicatos, ainda existe pouca convenções coletivas que conste clausulas que comprometam as empresas a adotarem políticas internas de combate a essa pratica lastimável dos homens detentores de poder nas empresas. Está na hora de as mulheres assumirem em definitivo a luta contra essas mazelas que ainda contamina o mundo do trabalho.

Como estou falando das Operárias de Luta, convoco a onde quer que estejam, as companheiras do passado e as que estão em atividade direta no chão de fabrica, para mandarem sua contribuição para o LUCTA SOCIAL, esse espaço de manifestação das nossas indignações, emoções e desejos de modo especial solicitar que as companheira que não estão aqui relacionadas, entre em contato com a gente, para que possamos postar suas historias mande seu E-mail para: elsonpmelo@gmail.com ou ligue (92)81160094. Vamos reconstruir nossa história. MULHERES DO MUNDO LUTEM!

Elson de Melo - Presidente Municipal do PSOL - Manaus

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O ENCONTRO DAS ÁGUAS E DAS RELIGIÕES

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Luciney Araújo (1), Camila Nakaharada(2) e Larrissa Nascimento (3)

Ogãs, Ekedes, Macotas, Sacerdotes , Sacerdotizas e simpatizantes do Candomblé, Umbanda e Tambor de Mina celebraram no dia 08 de dezembro, o Balaio de Oxum, as homenagens a rainha das águas doces teve inicio no terreiro de Mãe Lucimar, na Praça 14 de Janeiro, um dos mais antigos e tradicionais da Cidade. Em seguida seguiu em cortejo para a Praça do Congresso, onde com muita alegria o povo do santo desceu em procissão até a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, para juntamente com a comunidade católica prestar homenagem a Padroeira do Estado do Amazonas.
A igreja estava completamente lotada, quando o povo do santo entrou em procissão carregando na berlinda uma das primeiras imagens de Nossa Senhora da Conceição, entoando o hino da santa, o povo do santo seguiu até o altar central da igreja, onde prestou homenagens a Nossa Senhora, sendo recebida pelo bispo auxiliar de Manaus Dom Sebastião, que fez questão de lembrar da importância de se homenagear Nossa Senhora, não importando a crença.

Após as homenagens feitas na Catedral, o cortejo seguiu em carreata até o Porto do São Raimundo de onde seguiria até o encontro das águas, local escolhido para se fazer a entrega dos presentes a Oxum. Durante o trajeto a tradicional roda de candomblé foi formada, onde se prestou homenagens a diversas nações de como o Jeje, o Angola e o Ketu, reafirmando a união dos povos e das religiões de matriz africana.

O Balaio de Oxum é uma das mais importantes cerimônias do Candomblé, pois presta homenagem a Oxum, rainha das águas doces, da beleza, e tem nesse orixá a crença de que é dela a força em que movimenta os rios. Segundo a Mitologia Nagô, Oxum é uma das mais importantes do Panteão dos Orixás, como Rainha da Beleza, tendo como uma de suas características ser doce e sedutora, tanto que é dela a missão dada por Orulum de religar Orum (Céu) e o Aiê (Terra) e é consideradas por muitos religiosos como a precursora do Candomblé. Oxum é sincretizada com Nossa Senhora da Conceição, durante o período da escravidão contribuiu para a preservação de seu culto.

Considerado como um dos maiores patrimônios do Amazonas, o encontro das águas foi o lugar escolhido para entrega do Balaio de Oxum. Cantigas, rezas, danças e manifestações de fé foram demonstrado durante a entrega dos presentes a Dona das Águas Doces. Sabonetes, flores, champanhe, espelhos, dentre outros foram arremessados nas águas em forma de agradecimento pelas graças alcançadas.

Durante a viagem aconteceu a conhecida virada de tambor, onde entidades da Encantaria foram homenageados, através das fortes batidas do tambor, encantados como Seu Marinheiro, Seu Sibamba, a Encantada Mariana dançaram e cantaram, e cumprimentavam a cada um dos que estavam presente na cerimônia desejando axé nas futuras caminhadas. O encerramento das homenagens a Oxum aconteceu no Terreiro de Mãe Carminha, no bairro de São Francisco, local onde se teria um prolongamento do batuque realizado nas águas do Rio Negro.

A Cerimônia de Entrega do Balaio de Oxum está se tornando um evento tradicional na Cidade de Manaus, em seu quinto ano consecutivo, mostra que é possível se viver em paz respeitando os filhos de diferentes credos. Assim como o tradicional festejo de São Sebastião, o Balaio de Oxum adentra as Igrejas Católicas, em uma manifestação de fé e agradecimento por graças obtidas.

A proposta de respeito a diversidade religiosa manifestada pelo Bispo Auxiliar de Manaus Dom Sebastião, em pregar a paz e a perseverança entre as diversas manifestações de fé contribuem cada vez para a fraternidade entre as mais diferentes religiões.

(1)É Cientista Social e Pesquisador NCPAM; (2)É estudante de Biologia da UNESP e Colaboradora do NCPAM e (3)É estudante de Ciências Sociais e Pesquisadora do NCPAM

Fonte: www.ncpam.com
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"Povo na merda" em fim de mandato?

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Nada mais justo do que reconhecer a peremptória declaração do presidente Lula. Fundamental é "tirar o povo da merda". Só alguém de muita sensibilidade popular, portador de imenso senso de comunicação com o coração e a alma dos mais humildes, é capaz de expressar de forma tão profunda onde realmente chafurda o povo miserável do nosso país.

Mas fica no ar a pergunta óbvia que nenhum repórter "astuto", lamentavelmente, se propôs fazer a propósito da afirmação. Depois de tantos anos no governo, a quem Lula dirigia o oportuno impropério? A quem responsabilizava pelo que, de forma correta, estabelecia como prioridade naquele instante de retórica bem popular? Havia ali algum propósito de auto-crítica contra sua própria administração? Ou havia ali um ato falho, tendo em vista estar ele ao lado de Roseana Sarney, parte decisiva da família que não só assola os dramáticos espaços geográficos do estado do Maranhão, mas de todas as instituições ditas republicanas desta malfadada República? E com cuja família Lula mantém estreitos laços de aliança política.

Quem responder AMBOS terá, sem contestação, acertado.

Porque não chafurdam na merda outros segmentos - não tão numerosos, mas seguramente bem mais providos de poder sobre a riqueza nacional - ao qual, tanto Lula quanto Sarney prestam absoluta vassalagem. Recebendo, evidentemente, os bonus do que escapole às abas do chapéu que acoberta os privilégios que são constantemente ofertados a seus mentores.

Não chafurdam na merda os banqueiros que determinam, a partir dos prepostos bem distribuídos pelos postos-chave da economia nacional, a partir Conselho Monetário e do Banco Central, as linhas mestras de uma macroeconomia diretamente voltada para a defesa de seus interesses. São os juros, recorde em todo o mundo, dos títulos de nossa dívida pública que lhes enche, sem riscos, as burras com lucros pantagruélicos.

Não chafurdam na merda os ruralistas e latifundiários do agronegócio, a partir do papel de garoto-propaganda que o presidente da República lhes oferta em suas infindáveis viagens por todos os continentes. E a partir das infindáveis anistias para inadimplências fraudulentas que impõem, principalmente, ao Banco do Brasil. Estão aí os R$ 10 bilhões de multas perdoadas, por Lula, aos desmatadores, na contramão das desculpas esfarrapadas do ridículo ministro do Meio Ambiente, em seu esforço para demonstrar não ter sido bigodeado pela decisão presidencial à sua revelia.

Não chafurdam na merda os especuladores do famigerado "mercado", os de fora e seus cúmplices e dependentes internos, certos de que, a qualquer abalo no fluxo de ganhos sem produção de que se favorecem na esteira dos juros-recorde que o governo patrocina, o dinheiro público estará às ordens para garantir os lucros. Certos de que nada mudará na esteira de isenções tributárias com que são premiados, cada vez mais.

Não chafurdam na merda as grandes multinacionais, principalmente as montadoras de automóveis, com as constantes isenções de IPÌ que estimulam um consumismo predador, e incessante. Que terminam por transformar nossos espaços urbanos em corredores de eterno e fatigante engarrafamento. Um consumismo que cria ilusões permanentes nessa insaciável classe média concentrada na idéia de que é preciso ter o novo, jogando fora o velho, mesmo que continue funcionando bem.

Não chafurdam na merda as grandes empreiteiras, linhas de transmissão de um incessante e crescente processo de transferência de recursos públicos para poucos bolsos privados, em obras não raro desnecessárias, mas essenciais na manutenção das mamatas e comissões que as emendas ao Orçamento propiciam a eminentes parlamentares sem escrúpulos, mas com imensa capacidade de vender seus votos.

Chafurdam na merda, junto com o povo, a educação e a saúde públicas, sem recursos para atender demandas mínimas da população que mais delas necessita, por conta das migalhas que lhes são destinadas na sobra do que é destinado aos pagamentos dos serviços da ilegal dívida pública.Chafurdam na merda os que dependem da seguridade social pública, tendo em vista o ataque permanente que sofrem as instituições que a constituem, com a divulgação constante de falsos déficits para justificar maiores arrochos.

Sobre isto é que deveriam refletir os que tudo apostam, sem senso crítico, nas reduzidas e limitadas políticas públicas do atual governo. E sobre isto deve operar a esquerda combativa, que não se rendeu nem se vendeu. Sem sectarismo. Não se deixando embolar na hipocrisia e na cretinice que marcam os comportamentos de PSDB, dem-PFL,PMDB e PPS - a direita em todos os seus matizes -. Porque estes são totalmente identificados com as medidas mais reacionárias e concentradoras de riqueza da atual política, e só fazem oposição ao pouco que deve ser estimuladosó a avançar: a diplomacia independente para questões fundamentais da conjuntura internacional, tais como a ação correta no Oriente Médio e na América Latina. No essencial, combatem Lula pelo viés do mais desprezível preconceito, ou para com ele disputar o controle privado das verbas e cargos públicos do aparelho do Estado.

Milton Temer é jornalista

Fonte: socialismo.org.br

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O SINDICALISMO HOJE

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A grande parte do Movimento Sindical Brasileiro vive hoje a metáfora da raposa e o boi, nesse episodio a raposa ao encontrar o boi identifica de imediato os seus testículos e o confunde com uma fruta, na esperança que a mesma amadureça e caia, ela passa a segui-lo por toda parte, de tanto esperar a queda da fruta e isso não acontecer à raposa exclamou – nem tudo que balança cai!

Desde do governo Fernando Henrique Cardoso as principais Centrais Sindicais dividem no âmbito do CODEFAT (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) recursos financeiros significativos sobre o pretexto de promover a qualificação profissional e intermediação de mão de obra. Para viabilizar sua aplicação investem internamente em programas de formação de formadores cujo objetivo e capacitar Dirigentes Sindicais para atuação junto aos Conselhos de cunho institucional e gerenciar programas de formação sindical.

Com a chegada de Lula presidência do país, esses sindicalistas acreditam que a classe operária chegou ao paraíso, ouve ainda uma grande expectativa de este ou aquele líder sindical, venha ocupar cargo no governo, aqueles que no passado defendiam o Dirigente apolítico, agora formam fileiras em partidos políticos da base aliada, são os principais responsáveis pela desarticulação das lutas históricas dos trabalhadores, pregam a possibilidade de o governo agora dirigido por um operário atenda todas as demandas da classe trabalhadora. Será isso ingenuidade? Ou apenas barganha de grupos?

Entender esse processo é antes de tudo fazer uma breve viagem pela história recente, desde do inicio da industrialização brasileira, quando a organização sindical atravessa o Atlântico nos porões dos transatlânticos, trazido por militantes anarquistas, até os dias de hoje, foram tantas as formas de organização que os trabalhadores experimentaram, todas defendiam a autonomia de classe, mas, foi na década de 30 que o movimento faz um divisor claro sobre suas divergências entre sindicalismo revolucionário representado pelos socialistas e o sindicalismo institucional (governamental) representado pelo que a época foi denominado sindicalismo amarelo, é claro que havia diferenças enormes de pratica e concepções entre essas duas facções política no sindicalismo brasileiro.

Com o golpe militar de 1964 o movimento sindical sofreu uma das maiores desmobilizações de toda a historia, lideranças foram presas, muitos foram mortas e outras se renderam aos caprichos da ditadura. A luta pela redemocratização do país fez florescer no seio do movimento a retomada do sindicalismo classista, essa concepção se caracterizava pela defesa da autonomia, independência e democracia interna do movimento sindical.

A unicidade sindical e o sistema confederativo foram à forma encontrada pelo regime militar de organizar o sindicalismo institucional, para manter os sindicatos dependentes do Estado criaram a Contribuição Sindical que permanece até os dias de hoje. Visando se contrapor a esse modelo o Movimento identifica a necessidade da criação de uma Central de Trabalhadores, para tanto articularam a realização de Conferencias em todo o país (Conclates e Enclates) que origina a partir de 1983 na fundação da CUT e CGT – hoje Força Sindical, a diferença dessas duas centrais era apenas a forma de participação nos Congressos o Grupo representado pela ANAMPOS hoje CUT, defendia a participação de Delegados de base dos Sindicatos e das Oposições Sindicais, enquanto os outros defendiam a participação apenas de Delegados de Diretoria dos Sindicatos.

Como Delegado da Oposição Sindical Metalúrgica Puxirum participei da fundação da CUT no prédio da antiga companhia de cinema Vera Cruz em São Bernardo dos Campos – São Paulo. De volta a Manaus articulamos de imediato a organização da CUT Estadual, cujo primeiro Presidente foi Jaques Castro, no Congresso seguinte eu fui eleito o segundo Presidente da Central, forma tempos difíceis e desafiadores, com muita persistência e determinação construímos o maior movimento operário que o Amazonas até hoje testemunhou.

Passado 25 anos da primeira Greve Geral no Distrito Industrial quando o sindicalismo classista e pela base existia e era atuante na prática, o Amazonas testemunha a transformação daquele sindicalismo em objeto de manobra dos patrões, não existe democracia interna... prefiro que daqui por diante essa conclusão seja de você leitor, mande sua opinião para elsonpmelo@gmail.com.
Concluindo esse comentário podemos garantir que o movimento sindical no Amazonas como no resto do país, na sua grande maioria vive a ilusão de a classe operaria estar no paraíso, porem, os trabalhadores brasileiros passam nesse momento pelo maior achatamento salarial e a marginalização de suas lutas nunca antes visto neste país

Elson de Melo
Presidente Muncipal do Psol - Manaus
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O ANO EM QUE O BRASIL PAROU

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O ano de 1968 foi um ano em que aconteceram tantas coisas em um ritmo tão rápido e constante que não será fácil reproduzi-lo aqui nessa mal traçadas linhas que faço questão em retornar a história e descrever a coragem de homens, mulheres, intelectuais, operários, estudantes e pessoas comuns que se lançaram na tempestade, deixando para trás família e empregos.

Sem duvida nenhuma 68 foi um ano que a própria noção de tempo se ampliou. Era possível ver nós olhos das pessoas que elas queriam que o País passasse de fato por uma mudança estrutural e conjuntural. Que o tempo passa todos nós sabemos, mas de modo geral sabemos através das rugas, dos cabelos brancos, dos aniversários, da morte dos nossos entes queridos. Em 68 o ano deu um salto como um relógio que despertasse atualizando os sonhos de muitas gerações.

O movimento Estudantil deixará de lado as causas internas da Universidade e passaram a lutar diretamente pela redemocratização do País. Muito próximo dos estudantes estavam os intelectuais, jornalistas, músicos todos vivendo aquele clima de tensão que já vinha se prolongando desde de 1964, mais em 68 o nível de repressão chegou ao ápice.

O período 1960- 1964 marcou um dos pontos mais altos das lutas dos trabalhadores brasileiros até então. No dia 13 de março, no Rio de Janeiro, o Presidente João Goular participou de uma grande manifestação em defesa das reformas de base, esse episodio ficou conhecido como Comício da Central, porém uma conspiração civil-militar estava em curso, e o governo de Goular estava com dias contados. E em 1º de abril de 1964, Goular foi deposto e o País mergulhou numa ditadura que durou 20 anos.

No dia 10 de dezembro de 1966 Carlos Mariguella Pede demissão da executiva do Partido Comunista, alegando que na vida de um combatente é preferível renunciar a um convívio formal a ter de ficar em choque com a própria consciência. E em agosto de 1967 Mariguella e convidado pelo regime Cubano a participar das Conferencias da Organização Latina Americana de Solidariedade, foi então que Mariguella decide sua opção pela Guerrilha. “Ao sr ver a guerrilha era o caminho fundamental – mas não exclusiva da revolução no continente”, afirmará Carlos Mariguella.

No dia 25 de julho de 1968 acontece a passeata dos cem mil e Mariguella declara que a “a revolução não é coisa abstrata”. A revista Veja do dia 20 de novembro de 1968 estampa de capa a foto de Carlos Mariguella com o dizer “Procura-se”, chefe comunista, critico de futebol em Copacabana, fã de cantores de feira, assaltante de bancos, guerrilheiro, grande apreciador de batidas de limão.

O sentimento de frustração na produção intelectual era muito grande. A mesma frustração se conjugava com o movimento Estudantil: estudantes e os artistas passaram a desenvolver novas técnicas, adestrando seu talento, mas, se perguntavam pra que? Não era mais para satisfação das grandes aspirações populares, como pretendia a maioria dos nossos intelectuais que eram democratas e progressistas. A arquitetura se reproduzia aos espaços nas residências da burguesia, o pintor ficou enquadrado na galeria de luxo. Os horizontes e ideais foram brutalmente reduzidos.

O Movimento operário caminhava-se rumo à organização. Está organização se dava com características novas. Porque grande parte dos lideres tinham saído de cena, condenados ao exílio, a prisão, morte ou ao ostracismo. Os Sindicatos passavam por intervenção do governo. Agora as greves eram por atrasos de pagamentos dos salários, aspectos mais gritantes da injustiça patronal.

A Esquerda passava pelo que chamamos de luta interna. O bloco de organização que existirá em 64, PCB à frente, fazia sua autocrítica e como resultado dela surgiram inúmeras novas organizações, cada uma com sua tática e sua estratégia e todos dispostos a não perder, mas, tempo. Esse processo de autocrítica da esquerda encerrou-se em 67, liberando as forças orgânicas para atuarem diretamente na sociedade e não mais se dedicarem apenas ao debate político teórico.

Em 1966, já se articulava várias organizações clandestinas de combate a ditadura militar formados por dissidentes e ex-militantes do PCB. Entre elas, Ação Libertadora Nacional – ALN, Movimento Revolucionário 8 de Outubro – MR-8, o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário – PCBR e a Vanguarda Popular Revolucionaria – VPR.

E em todo Brasil começou a estourar os movimentos de greves dos trabalhadores em Osasco, São Paulo e Contagem, Minas Gerais, ao lado das grandes passeatas estudantis.


Todos esses elementos expostos à cima já estavam em curso quando explodiu o movimento de 68. Mas seria leviano pensar que o movimento foi profundamente detalhado e organizado.

Portanto quando explodiu os movimentos em 68 havia muita coisa em gestação: o projeto de organização do aparato burocrático e a insatisfação estudantil e popular lentamente destilados ao longo daqueles anos de ditadura militar.

As idéias econômicas que prevalecia na esquerda a época o capitalismo brasileiro numa crise sem saída. Segundo raciocínio das lideranças, a compressão do poder aquisitivo das massas assalariadas iria limitar o mercado e causar uma crise de superprodução. Na realidade o capitalismo crescia lado a lado com a pobreza. As falências eram vista com os olhos do falido, o pequeno capital, e não com os olhos festivos dos grandes capitais que se beneficiavam delas. A visão da esquerda era encarada nas ilusões de um setor do capital, não somente nas suas ilusões, mas também no seu desespero diante do engolfamento pelas multinacionais.

A esquerda pensava que a ditadura e o sistema capitalista cairiam juntos no movimento harmonioso. A luta especificamente estava esgotada, o parlamento era peça de museu.

O Ministro da Justiça, Gama e Silva, anuncia o Ato Institucional número 5 em 13 de dezembro de 1968, e o jornal do Brasil por meio de metáfora, denuncia a censura, “Tempo negro. Temperatura sufocante. Ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos”.

O AI – 5 representou um endurecimento ainda maior da ditadura militar. Sob sua violência, instaurou-se no país o terror, que teve o auge da violência no período 1969 – 1976, com tortura, eliminação física e desaparecimento de militantes de organização de luta armada, do PCB e do PCdoB. A repressão sistemática aos movimentos democráticos foi generalizada, com censura à imprensa e a produção cultural.

O movimento operário passará a se organiza basicamente em torno de seus interesses matérias imediatos, uma vez que a pressão econômica era muito intensa e os níveis de organização e consciência acumulados muito débeis.

O jeito foi o movimento esperar na beira do rio a chegada das idéias e adapta-las mecanicamente e realidade nacional. Creio que isso tenha sido um pecado cotidiano da esquerda no período de 64-68. A esquerda tinha diante de suas aspirações a revolução Cubana, porém superar as diferenças criadas entre os movimentos até então, tornará um grande problema.

Esta forma de ver o mundo expressa, a debilidade que passava o movimento naquele momento, existia uma crise no interior do pensamento da esquerda, porém os movimentos não tinham mais tempo para recuar ou avançavam ou eram dizimados.

Em 04 de Setembro de 1969, numa ação conjunta do MR – 8 e da ALN, foi seqüestrado o embaixador Norte – Americano Charles Elbrick. Para liberta-lo, o movimento exigiram a soltura de presos políticos. Em troca a ditadura liberta quinze presos políticos entre eles estavam: Jose Dirceu, Vladimir Palmeiras, Ricardo Villas-Boas, Maria Augusta Carneiro, Gregório Bezerra e Mario Roberto Zanconato.

Gregório Bezerra foi um militante que até domesticou barata para poder levar a mensagem dentro da cadeia. Era o que tinha mais anos de cadeia de todos da lista. Gabeira afirmou em entrevista que concedeu no exílio para o Pasquim de outubro de 1978, “Gregório tem mais ano de cadeia que muitos garotos tem de vida”. Disse ainda, “O Vladimir Palmeira presidente da UNE representava um símbolo do movimento estudantil e de luta de 68”.

Num certo sentido o fracasso no pós-68 expressa os erros de outros processos, quando copiados mecanicamente. Creio que a critica ficaria incompleta se não abordasse a crise profunda no pensamento de esquerda. Alguns historiadores tentam nos fazer crer que a crise se deve puramente ao Estalinismo. Creio que a crise que fez com que os movimentos constituídos em 68 não chegassem ao poder foi mais ampla do que os posicionamentos Estalinistas usados por alguns agrupamentos, porém este debate não cabe aqui neste espaço para ser discutido.

A analise equivocada da situação econômica, a incompreensão da situação política, a copia mecânica de exemplos externos – tudo isso contribuiu para os erros. É bem verdade que o Brasil é um País elitista e talvez a esquerda não tenha percebido como nesse aspecto ela era gêmea dos burocráticos que mais tarde ganhavam a tevê com seu vocabulário confuso: eles usavam a técnica e a ciência para explorar os trabalhadores e a esquerda esquecerá que o mundo não parou com os comunistas de Moscou.

E as lideranças passaram a ser caçadas, Florestan Fernandes disse que Mariguella foi perseguido como a caça mais cobiçada e condenado à morte cívica, à eliminação da memória coletiva.

No dia 04 de novembro de 1969 a ditadura militar silenciava para sempre a maior liderança da esquerda naquele momento, Carlos Mariguella cairá na emboscada do delegado Sérgio Fleury. O Primeiro tiro atravessou as nádegas; o segundo, acertou a virilha; o terceiro, feriu de raspão o seu rosto. Caído no meio da rua, imobilizado pelos ferimentos, foi cercado e executado a queima-roupa com um quarto tiro. Em reflexo defensivo, elevou a mão e teve um dos dedos estraçalhados pela bala que lhe perfurou o pulmão, provocando-lhe hemorragia interna e morte instantânea.

Apesar dos erros cometidos pelo movimento que explodiu em 68, é legitimo hoje vê-lo como um dos primeiros gritos articulados pela democracia. Grito esse que ecoaria nas eleições de 74, nas manifestações estudantis de 77, na missa por Vladimir Herzog, um grande momento que a esquerda perdeu para fazer a revolução e tomar o poder dos militares, nas múltiplas vozes da imprensa alternativa, oposição sindical, na luta pela liberdade de expressão.


Por: Alex Mendes

Adaptado a partir do Pasquim publicado no Rio de Janeiro em 1979 pela editora CODECRI.
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OS TRABALHADORES E A SAÚDE SUPLEMENTAR

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A revista Exame que circulo na semana de 15/11/2009 revela a grandeza do Mercado Brasileiro de saúde que a reportagem define como o sexto maior do mundo. “Nos últimos cinco anos, a receita dos 30 maiores hospitais privados dobrou, as vendas de medicamentos cresceram quase 80% e o faturamento das operadoras de planos de saúde 111%. O Brasil é hoje o nono maior consumidor de medicamentos do mundo e a previsão é que alcance a sétima posição em quatro anos”.

As principais explicações para esses números estão no aumento dos investimentos do governo, que investiu 42 bilhões, entre 2003 e 2007 quase a metade desses valores vem do setor público, apesar do caos que é o sistema de saúde pública hoje no País. Quase a metade do dinheiro aplicado em saúde vem do setor público.

No período de 2003 à 2007, o governo investiu 42 bilhões extra nesse setor. O bom desempenho da economia, é o segundo fator que pelo aumento dos empregos com carteira assinada há uma maior demanda por planos de saúde.

O aumento da expectativa de vida elevou o rol de procedimentos e eventos em saúde as projeções dão conta que até 2050 a população Brasileira terá 64 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade, atualmente essa população é de 19 milhões e o poder público além de limitar as aposentadorias é indiferente com sua saúde!

O capital aproveitando da indiferença do Estado, não perde tempo e ampliam seus investimentos em novos medicamentos, laboratórios, hospitais e equipamentos hospitalares, todos voltados para o que eles chamam de mercado da saúde. Quanta ironia! Transformaram na saúde o termo paciente em – cliente ou consumidor, isso permite a racionalidade com que tratam os doentes, justifica serem insensíveis sobre todos os aspectos com o sentimento dos acometidos por doenças não se importando em negarem a eles o atendimento quando o plano de saúde não lhes da cobertura. É a treva!

O Movimento Sindical historicamente é defensor de um sistema público de saúde universal e igualitário conforme preconiza a Constituição Federal de 1988 no seu Artigo 196: “A saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. Porém, não pode ser indiferente com a saúde suplementar cujos principais beneficiários são os trabalhadores de carteira assinada e os Sindicatos tem sido de forma inconscientes os principais Corretores de plano de saúde sem ônus para as operadoras.

No período de 02 a 04 de dezembro participei de um curso sobre saúde suplementar promovido pelas Centrais Sindicai CUT, NCST, FORÇA SINDICAL, UGT, CTB e CGTB, organizado pelo DIEESE, DIESAT e ANS (Agencia Nacional de saúde Suplementar) em Belém, essa iniciativa das Centrais visa orientar os Sindicalistas a uma participação mais qualificada nas negociações envolvendo plano de saúde, por outro lado, busca levantar as principais demandas decorrente do rol de cobertura desses planos e subsidiar a participação dos representantes das Centrais na Câmara de Saúde Suplementar.

Hoje os principais problemas identificados pelo Movimento Sindical na prestação de serviços dos planos de saúde estão relacionados a: assistência aos aposentados, não atendimento e reconhecimento aos acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, atendimento aos portadores de doenças degenerativas, carência, custo dos planos coletivos e reajuste, saúde preventiva, cobertura e regulamentação. Só para exemplificar: não é obrigatória a cobertura para os procedimentos relacionados com os acidentes de trabalho e suas conseqüências, moléstias profissionais, assim como para os procedimentos relacionados `saúde ocupacional.

Nesse sentido, colocamos este espaço a disposição de todos os usuários de planos de saúde para denunciar abusos ou encaminhar sugestões sobre planos de saúde. Mande seu posicionamento através do E-mail: elsonpmelo@gmail.com e participe da nossa cruzada pela melhoria dos serviços oferecidos pelas Operadoras de planos de saúde, não esqueça de ser claro quanto ao objeto da denuncia e a Operadora negligente. Esse é o seu link...
Elson de Melo
Presidente Municipal do PSOL-MA
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LIDERES MITOLÓGICOS REAGEM A DEVASTAÇÃO DA FLORESTA

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Preocupados com o resultado negativo da reunião de cúpula dos Países Amazônicos sobre o aquecimento global, onde a maioria dos Presidentes convidados deixaram o Presidente Lula falando sozinho, realizado no dia 26 de novembro em Manaus. As principais Lideranças da Floresta se reuniram para também em cúpula traçar uma estratégia para impedir que a floresta seja dilapidada, segundo Jurupari, principal articulador da reunião eles não sabem como administrar os roiatis que será pago pelos paises desenvolvidos na bolsa de Chicago aos povos amazônicos para não desmatar, a maior dificuldade esta em a sua instituição o Conselho Mitológico da Amazônia não possuir CNPJ, isso os impossibilita de abrir conta nos bancos internacionais e até transferir recursos para paraísos fiscais. Então como contornar isso?

Na tentativa de solucionar tais problemas convocaram uma reunião emergencial com os principais lideres da floresta, compareceu a reunião os lideres a seguir: Curupira, Jurupary, Mapinguary, Sacy Perêrê, Matintaperera, Juma, Yara, Cobra Honorato, Buiiçu, Pinto Feticeiro, Jacurutu, Boi ta-tá, Cobra Grande Boiuna... Na abetura dos trabalhos a palavra foi franqueada e o Curupira de imediato fez o seu protesto, alegou que com as derrubadas das arvores está cada vez mais difícil encontrar sapopemas de arvore para testar seu porrete, pois as arvores frondosas estão desaparecendo.

Depois de muita discussão não conseguiram avançar em nada! Em questão de ordem o Jurupari solicitou que a reunião fosse suspensa e que fosse convidado imediatamente os Orixás para dar um parecer sobre a questão. Todos concordaram e designaram ao Sacy a tarefa de convidar os Orixás. Sem perder tempo ele partiu para cumprir sua missão e consegue convidar a todos, compareceram na reunião os seguintes Orixás: Ogum, Iansã, Oxum, Oxalá, Omolu, Iemanjá, Nana, Xangô, Iberê e Exu.

Todos deram seu parecer, Oxum reclamou que suas águas estão cada vez mais poluídas e seu ouro sendo continuam levando sabe lá para onde, Iansã advertia a todos que se a situação continuar desse jeito ela vai precipitar cada vês mais os ventos até os homen tomem consciência da preservação das florestas, Omulu disse não ter duvidas de que a situação requer muito cuida com a saúde cujas doenças estão cada vez mais resistentes a remédios, Iberê reclamou da escassez de espaço e da falta de crianças na floresta para com ele brincar,Xangô invocou a justiça para com os mais fracos como forma de ser garantido a fartura a toda humanidade, Iemanjá condenou o uso das cachoeiras para fins comerciais, as inumações que estão fazendo com os rios alterando seus leitos e expulsando os índios e ribeirinhos desses locais e achou ridículo quererem construir um porto nas imediações do Encontro das Águas, Ogum quer declarar guerra aos devastadores e Exu pretende comandar uma cruzada capaz de despachar! Os intrusos da floresta.
Ficou com Oxalá o parecer final que recomendou a união de todos os lideres, que ambos tomem muito cuidado com os falsos defensores da floresta, que na verdade não passam de saqueadores das riquezas aqui existentes, esclareceu que para manter preservada a floresta será preciso mobilizar todos os seres que formam o ecossistema, foi muito eloqüente quando afirmou, “não podemos deixar de fora dessa tarefa um grilo sequer” senão continuou, os ecologistas camaleão vão terminar seus repertorio na mídia e então vão continuar a distribuir moto serras, pesticidas e para garantir votos, vão anunciar o quarto círculo, a zona franca amarela, azul, rosa, até a vermelha e os miseráveis da Amazônia vão ficar muito mais miseráveis. Assim Oxalá solicitou a convocação de uma grande Assembléia e que seja convocado para dela participar todos os habitantes da floresta tais como: peixes do Peixe Boi a Piaba, insetos do besouro ao mucuim, animal do homem ao rato, rato? Exceto os políticos locais que estão ou já estiveram no governo. O resultado dessa assembléia será publicado na próxima edição do LUCTA SOCIAL, eleito pelo Conselho Mitológico da Amazônia como órgão de comunicação credenciado com exclusividade para fazer cobertura dos eventos dos lendários seres da floresta. Aguarde!


CONSELHO MITOLÓGICO DA AMAZONIA
EDITAL DE CONVOCAÇAO


Pelo presente Edital ficam, convocados todos os Seres Vivos que habitam a Floresta Amazônica, para reunirem-se em Assembléia Geral a ser realizada no dia 1º de dezembro de 2010 à Zero hora no Encontro das Águas confluência do Rio Amazonas com o rio Negro, para discutirem e deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia:

1 - Discussão e sobre o futuro da Amazônia;
Composição da Comissão Eleitoral para dirigir a Eleição Direta para o Conselho mitológico da

2 - Amazônia;
3 - Assuntos Gerais.

Amazônia, 08 de dezembro de2009.

Conselho Mitológico da Amazônia

Elson de Melo
Presidente Municipal do PSOL Manaus
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

JUVENTUDE E O MERCADO DE TRABALHO “PRIMEIRO EMPREGO”

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A crise vivida pela nação e que se arrasta há ano atinge e marginaliza a população jovem. O projeto político que vem sendo implantado de forma mais incisiva a partir do Presidente Fernando Collor de Mello preocupa-se com uma modernidade excludente e para poucos. Nessa lógica, para ter perspectiva de futuro o jovem deve morar em um bairro seguro, ter boa alimentação e boa saúde, ter um meio de transporte seguro e rápido, estudar em boas escolas e conseguir um bom encaixe no mercado de trabalho.

Todas essas condições não estão disponíveis pelos mecanismos estatal e público, hoje são pagas e muito caras. O encolhimento do Estado, o desmantelamento e sucateamento da saúde e ensino público, a falta de planejamento urbano, (visto o que acontece hoje em Manaus), a falta de políticas regionais para evitar a concentração de bolsões de pobreza e a falta de investimento em setores sociais, enfim, a falta de políticas públicas, transformaram o Brasil e principalmente o Amazonas em um campo estéril para a juventude.

O marketing político conseguiu transformar algumas políticas públicas, que deveriam ser parte de um projeto de inclusão e justiça social, em leque sobre o grande problema que há no país e principalmente no Amazonas hoje, a exemplo de programas como bolsa-escola ou bolsa-família implantado pelos dois últimos Presidentes da República Fernando Henrique Cardoso - PSDB e Luiz Inácio Lula da Silva - PT.

Esses programas atendem a um número insignificante de pessoas, são pontuais e servem para alimentar a propaganda política, mas não vão à causa do problema, ou seja, a miséria e a falta de condições de auto-sustento para as famílias, atendendo apenas ao uso político e eleitoreiro. Tais projetos deveriam cuidar de situações imediatas e emergenciais acompanhados de programas que a médio e longo prazos erradicassem as causas da pobreza e da miséria no Brasil.

Os problemas da juventude emergem da infância, daí sua solução deve atacar os problemas da infância e da família. A prática de política no Brasil vive de passos desconexos, de ações pontuais. Não havendo planejamento, parece que os problemas são isolados e não se relacionam entre si. Assim, quando há uma política que combate à mortalidade infantil, se está apenas empurrando o problema para frente, é uma sobrevida à criança. A política deve ser complexa, atacar a mortalidade infantil e a juvenil, investir na educação infantil e na juvenil, combater a violência infantil e a juvenil.

Deve, enfim, haver uma continuidade pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), toda a criança e jovem deveriam ter assegurado, não só no papel, mas na prática, o acesso a condições dignas de vida, para uma boa formação educacional, moral, física e psicológica para, com isso, ter igualdade de condições de acesso ao mercado de trabalho.

O mercado de trabalho legal (com carteira registrada) está longe do alcance da grande maioria dos jovens das classes média e baixa. Boas colocações com salários razoáveis praticamente não existem, são muito raras as vagas para um emprego com carteira assinada e baixos salários, e a maioria não consegue qualquer colocação. Do outro lado há os jovens que trabalham sem carteira assinada, fazendo bicos ou trabalhando na economia informal e, por fim, um último segmento acaba ingressando em um outro universo, o da prostituição infanto-juvenil, em atividades ilegais, no mundo das contravenções ou do crime, sujeitas a todo tipo de exploração.

O jovem acaba refletindo no mercado de trabalho todo o processo de exclusão que sofreu desde sua infância e que levará consigo por toda a sua vida, sempre preso aos limites de sua pobreza financeira e cultural.

Tratando do universo do que podemos chamar de trabalho legalmente aceitável, o jovem que busca o primeiro emprego, sem experiência e sem qualificação adequada, é jogado ao mercado informal de trabalho (sem carteira assinada) ou a trabalhos com baixos salários. Esse problema agrava-se de acordo com o grau de pobreza; assim, quanto mais pobre, mais difícil será o ingresso no mercado de trabalho.

O caminho profissional do jovem oriundo das classes baixas acaba sendo penoso, como já foi mencionado, e não lhe permite, em muitos casos, o acesso à educação, para não citar os demais vícios de formação que acabam enfrentando por conta de uma alimentação precária, da falta de estrutura familiar, de saúde e de higiene.

O trabalho infantil é outra realidade vivenciada pelo jovem que prematuramente é obrigado a ajudar no sustento da família.

Hoje maior índice de desemprego no Brasil entre todas as faixas etárias é dos jovens até 25 anos e, se fizermos um corte de raça, gênero e classe social, a jovem negra e pobre é aquela que possui a menor possibilidade de ingressar no mercado de trabalho e a que se observa o maior índice de desemprego. Não conseguindo sequer estar empregado, considerando que emprego é a grande base da dignidade, para o jovem a cidadania é algo que parece distante e seu ingresso, enquanto personagem produtivo, fica seriamente prejudicado.

Dos mecanismos de acesso do jovem ao mercado de trabalho existente, temos o estágio profissional, obrigatório para alguns setores (medicina e direito) e desnecessários para outros. Ainda assim, o estágio é usado invariavelmente como mecanismo de contratação barata e sem direitos trabalhistas, o que difere de um projeto responsável socialmente, pois a sociedade deve criar mecanismos de inclusão no mercado de trabalho sem promover a exclusão de direitos ou mecanismos para contratar com baixos custos em detrimento ou substituição de mão-de-obra existente ou de atividade que deveria ser exercida por trabalhador normal.

Tudo nos parece muito evidente e simples: o problema básico é o combate às causas da exclusão, com a criação de mecanismos que permitam o acesso de todos à: educação, saúde, moradia, alimentação para formar um cidadão digno e em condições de ingressar no mercado de trabalho.

O problema é que esse projeto necessita de tempo, de continuidade e de coragem para romper com o modelo neoliberal que esta implantada nas mentes e nos corações dos atuais Governantes. Mais que isso, é necessário um projeto político que ao mesmo tempo combata as causas do problema (a médio e longo prazos) e repare e compense as deficiências causadas à população de jovens excluídos (a curto prazo).

Alex Mendes
Vice-presidente Estadual do PSOL-AM
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Que Deus livre o PSOL do FANATISMO IDEOLÓGICO!

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Hoje acordei com saudade de tudo, talvez eu tenha vivido em uma época das reuniões sem fim, falo dessas coisas neste momento porque é um dos males que assombram a esquerda política Brasileira. Eu já devo ter assistido a umas centenas de reuniões. Discutimos infinitamente para chegar a uma certeza da qual partíamos. Esse é o drama da esquerda comunista/socialista. Mesmo assim lembro com saudade daquelas tardes românticas de domingo no Diretório Central dos Estudantes – DCE- UFAM.

Falar da minha militância política me causa nostalgia. Nós duros, planejando ações ambiciosas como, por exemplo, tornar a cidade de Manaus, mas justa, igual e fraterna para todos e quem sabe despertar nas mentes e corações da população amazonense o socialismo. Tudo isso apenas movido no imaginário da nossa juventude. Nós queríamos tudo e não tínhamos nada. Queríamos instalar o socialismo, sem armas, só com apoio de alguns combativos sindicatos que não se venderam, que não se renderam para a estrutura financeira do estado, tudo na base do desejo e do querer. Ninguém precisa de muito dinheiro, porque a verdade sempre esteve ao nosso lado. Talvez nossas ideologias justificassem a nossa própria ignorância.

Eu com aquele olhar arrogante de líder estudantil desafiando o sistema apenas com um monte de palavras feitas. E o Frank (diretor de Cultura na época da União Municipal dos Estudantes Secundarista – UMES) me perguntava como vamos tomar o poder aqui sentado nesta sala imunda, sem nada, sem um projeto de nação? Ai eu gritava só o socialismo salva o Brasil, mas esquecia que socialismo é muito maior que algumas palavras de ordem.

No entanto como era delicioso sentir-se importante, como eram boas aquelas noites de mobilizações e de reuniões sem fim. Tudo nos parecia claro. Nós oradores surfando em meia dúzia de palavras que eram a chave de tal realidade amazonense. Até que chegava a hora fatal o que fazer ai ninguém sabia de nada. Na hora da solução nos dava um branco. E tudo se esvaia porque os fins eram muito claros, mais os meios inacessíveis para nossa realidade.

Hoje acordei com saudade daquelas noites dos meus românicos 18 anos. Até hoje esse surto de Leninismo ainda me causa arrepio, como era gostoso nosso socialismo. Era bom se sentir superior a um mundo povoado de “burgueses, caretas”, era assim que classificava a humanidade.

E todo esse charme vinha sem esforço; bastará ler os Bolchevisques, Manifesto Comunistas alguns livros da Academia da URSS e o discurso estavam prontos. Eu podia vestir minha camisa do Ernesto Guevara de la Serna, mais conhecido por Che Guevara ou El Che o mais famoso revolucionário comunista da história de peito aberto ao vento.

Falo nisso nesse momento para justiçar minhas posições políticas na última eleição.

Continuo acreditando na luta da classe trabalhadora, da juventude e do povo como instrumento que pode levar à conquista de emprego, salário, terra, saúde, educação, à defesa dos direitos dos segmentos oprimidos e principalmente na defesa do meio ambiente, hoje ameaçado pelo capitalismo selvagem.

Entrei no Psol quando o Partido ainda era apenas um sonho, onde acreditávamos que era possível transforma utopias em lutas, sonhos em realidade. Não pretendo aqui ser o dono da verdade ou dizer que o partido é de quem chegou primeiro, mas quero explicar os motivos que me levaram aderir de imediato ao novo partido.

Entrei no Psol por acreditar que é possível sonhar e lutar pela concretização dos sonhos.

Entrei no Psol por acreditar no projeto de sociedade, com fartura para quem trabalha, por acreditar no exercício da democracia plena onde a maioria determina as políticas de estado.

Entrei no Psol pelo projeto político que sinaliza a realização do ser humano em sua plenitude, por acreditar no resgate das lutas que não se enterram com a lama do planalto, as lutas históricas que não pertencem apenas a um partido político, mas são patrimônios da luta da classe trabalhadora.

Não me conformei com a traição e a guinada do Partido dos Trabalhadores – PT, também não fiquei esperando que o mesmo se purificasse, de imediato iniciamos a construção de uma nova alternativa partidária capaz de preencher o espaço abandonado, uma alternativa partidária de luta, que combatesse o modelo neoliberal e o governo que aplica, que fosse democrático, plural e de massas, liberta de qualquer doutrinarismo, com mecanismo que garantam a participação ativa da militância, com pleno direito de tendência e profundo respeito às minorias e ao direito de opinião.

Até 2002, Lula e o PT representava, no imaginário popular, a possibilidade de mudanças estruturais na sociedade brasileira. Porém, o que se viu, notadamente a partir de 2002, foi um Lula que fez alianças com diferentes setores das elites políticas para chegar ao poder (Antonio Carlos Magalhães, Sarney, Maluf e o PL, hoje PR são exemplos). A Carta ao Povo Brasileiro, escrita por Lula em 2002, foi prenúncio do que viria: um governo neoliberal mero continuidade do governo Fernando Henrique Cardoso.

Mesmo assim, a população brasileira foi às urnas e fez uma opção que há pouco tempo era inimaginável para muitos. Luiz Inácio Lula da Silva, um ex-torneiro mecânico e ex-vendedor de picolé membro do Partido dos Trabalhadores, foi eleito presidente da República. Lula e o PT, historicamente ligados à nova esquerda que emergiu após a ditadura militar, representavam para muitos a transformação social. Porém, logo em seguida, ficou claro que o que para muitos parecia ser uma revolução democrática não passou de um estelionato eleitoral sem precedentes: Lula e o PT adotaram uma linha de conciliação de classes, uma traição à classe trabalhadora, que em nada ajudou a mudar a estrutura social Brasileira.

E foi neste contexto que nasceu a proposta de um novo partido socialista, um partido efetivamente plural, democrático, capaz de aglutinar diversos setores sociais rumo ao socialismo. Sua construção é fruto do sonho de milhares de trabalhadoras e trabalhadores, de estudantes, de intelectuais, de desempregados, de camponeses e de outros setores sociais, populares e excluídos que não foram coniventes com os assaltos às suas categorias, que não compactuaram com a submissão às políticas burguesas e aos banqueiros, que não aceitaram se submeter a uma política de programas mínimos.

O P-SOL pode ser hoje a recuperação do sonho roubado pelo Partido dos Trabalhadores. Um partido que não se encastelou na verdade absoluta revolucionária, ao contrário do que outros agrupamentos com nomes socialistas e comunistas fizeram, até porque o próprio partido faz uma leitura adequada declarando que não há uma receita para a concretização de um modelo socialista. Qual será o modelo para o socialismo brasileiro? Esta pergunta será respondida na sua própria construção, sem messianismos nem vai sair da cabeça de seres iluminados ou pseudos socialista.

Como militantes, temos o dever histórico de não repetir os erros do passado e aprender com eles. O P-SOL deve ter em seu programa e em sua atividade política um projeto extra-institucional apoiando a formação dos trabalhadores, incentivando a pedagogia libertária e apoiando a independência dos movimentos sociais. Fornecer meios para a libertação do trabalhador frente à opressão burguesa deve ser a principal luta desse novo partido.

É bom lembrar que foi graças a milhares de militantes da base que o partido foi legalizado, colocado na institucionalidade. Militantes voluntários, que nunca receberam qualquer tipo de ganho material para ajudar na construção do partido.

O jornalista Milton Temer em artigo publicado na Fundação Lauro Campos diz “é importante é rever o rigor anti-aliancista do Psol...”, assim digo sem medo de errar ou sem medo do que meus companheiros de partidos iram pensar do meu posicionamento, é importante rever o rigor anti-aliancista do Psol. Tem pessoas seria no PT, sito aqui o Senador (Eduardo Suplicy), PDT sito o também Senador (Cristóvão Buarque), PV em nível Nacional sito o Deputado Federal (Fernando Gabeira) e em nível local sito o Deputado Estadual (Ângelo Figueira) e no PMDB sito o Senador (Pedro Simon e Fernando Moraes) este último o maior biografo Brasileiro.

Assim como nem todos aqueles que estão filiados ao PSOL são intocáveis, incorruptíveis, semi-deuses, um dia já cometeram seus errinhos é só procurar, a história está aí... ela não perdoa.

Não há problemas nas alianças. Ver as coisas dessa maneira é um erro. As pessoas nem sempre acertam em suas decisões, isto é, Fernando Gabeira pode ter errado ao firmar uma aliança com o PSDB no Rio de Janeiro na última eleição Municipal; Eduardo Suplicy por não ser tão ousado e independente quanto gostaríamos que fosse, mas tiveram suas razões e, é preciso respeita isso. Um pouco de tolerância faz bem!

Que Deus livre o PSOL do FANATISMO IDEOLÓGICO! Há muitos problemas para serem resolvidos antes das intermináveis discussões ideológicas que não alteram a vida do cidadão – contribuinte – eleitor.

Reitero que não há problemas nas alianças (o PSOL não se transformará em um novo PT) se proceder do seguinte modo:

I. Se das alianças não resultar um loteamento dos espaços públicos por cúpulas partidárias.

II. O Psol deve colocar nos ministérios, secretarias... Técnicos (naturalmente que tenha uma visão de mundo afinada com o programa do partido), mas antes tudo Técnicos.


III. Reduzir os cargos em comissão e funções de confiança com propunha Benjamin já em 2006. A Eficiência da Administração é um princípio constitucional...

IV. Fortalecer a democracia direta (plebiscitos e referendos), mas pra isso precisa do congresso. (E das alianças...).

V. O PSOL precisa urgentemente juridicizar os seus discursos. Estamos em um Estado de Direito. O Psol é socialista, mas também é democrático. Logo, precisa agir em consonância com o texto Constitucional e legislação Infraconstitucional.

Admitir a diversidade de pensamento é condição basilar na definição de democracia como diria Voltaire “mesmo não concordando com as palavras que você diz defenderei até a morte seu direito de dizê-las”. Em fim Xô anti-aliancismo!

As alianças podem e devem ser feitas, porém, é indispensável à avaliação histórica dos partidos. Em Macapá, por exemplo, o PSOL PERDEU, junto com o PSB para o ROBERTO GOES do (PDT), mais acabou elegendo dois vereadores, e em Porto Alegre o Psol PERDEU junto com o PV, mas elegeu dois vereadores. Em nível Estadual o Psol caminhou com o PV em Manacapuru, disponibilizando o vice na chapa PV/Psol e conseguiu a maior votação na proporcional do estado, repetindo assim a boa votação na majoritária como a melhor votação do Psol no Estado do Amazonas.

Alex Mendes
Vice-Presidente Estadual do PSOL-AM
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Questão Ambiental foi o Tema do Programa “NA TERRA DE AJURICABA”

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A Questão Ambiental e os Partidos Políticos no Amazonas foram os temas debatidos hoje no Programa na Terra de Ajuricaba que vai ao ar todas as Quartas-feiras às 19h, na TV – UFAM – NET CANAL 7 Manaus.

O Programa contou com a participação de lideranças políticas, sindicais, indígena e comunitária – tais como o Deputado Estadual Luiz Castro – PPS, Presidente do Sindicato da Olaria Manaus – Iranduba e Presidente do PSOL - Manaus Élson Melo, Presidente Estadual do PCB Luis Navarro, Liderança Indígena Linda Marubo, Líder comunitária da Colônia Antonio Aleixo Marize Lima e o ex - diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), professor da UFAM, Néliton Marques, na condição de principal conferencista.

O Programa tratou de questões relevantes, tais como as políticas ambientais do Estado, a ação dos órgãos fiscalizadores, as diferentes visões e posturas em relação ao desafio climático e ambiental, bem como o papel das lideranças políticas na legitimação e/ou regulação destas demandas postas, bem como o importante contraponto da sociedade civil organizada como fiscalizadora das ações de políticos e empresários no andamento de tais projetos.
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Seca retém 40% dos tijolos à margem direta do rio Negro

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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas do Amazonas, Elson Melo, alertou as autoridades de que pode faltar tijolo já nos próximos dias para a construção civil em Manaus e outros produtos cerâmicos se não for resolvido logo o problema da travessia do rio Negro. As poucas balsas que operam por causa da seca está atendendo apenas 60% da demanda de tijolos. Segundo o sindicalista, cerca de 40% da produção das indústrias cerâmicas estão ficando retidos na margem direita do rio Negro. Um síntoma da crise é o fato de os caminhões estarem ficando retidos por períodos de dois dias em Manaus ou no Iranduba por não conseguirem espaço nas balsas em operação para fazer a travessia. "Os prejuízos já são grandes e estamos temendo que haja demissões, o que será um desastre em plena época natalina para muitos trabalhadores e suas famílias", diz Elson. O presidente do Sindicato está atravessando o rio amanhã bem cedo para dimensionar todos os problemas e tentar articular uma saída com o sindicato patronal em linha direta com o governo do Amazonas.
Deu no Blog da floresta
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A PONTE QUE LINGA MANAUS "A LUGAR NENHUM"

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Para aqueles que acham que a ponte sobre o rio Negro liga Manaus a lugar nenhum, basta dizer que por falta da ponte, as indústrias cerâmicas do Iranduba acumularam prejuízos de R$ 2,5 milhões com a crise das balsas por conta da seca grande de 2009. A travessia foi normalizada no sábado com a mudança da ancoragem da Ponta do Brito para a do Pepeta.
Mas R$ 2,5 milhões em tijolos não puderam mais ser entregues porque os contratos venceram, segundo informa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Ceramistas do Amazonas, Elson Melo. Talvez quando a ponte estiver pronta, o volume de negócios será tão grande que será necessário construir logo outra.

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